O som que os skatistas gostam de ouvir – Reportagens do Manoel Ribas

A música urbana está presente entre os jovens skatistas. Maurício Siqueira, do 9° B do Colégio Manoel Ribas, usa o gênero eletrônico para incentivá-lo enquanto pratica o esporte, mas isso é uma preferência individual. “Você pode andar de skate e escutar qualquer tipo de música” afirma. Lennon Ribeiro Almasako estuda no Colégio Estadual Djalma Marinho e é integrante do canal do Youtube Legião do Skate. Ele também acredita que cada skatista tem seu próprio estilo. “Quando vou andar de skate com os manos eu prefiro um rap, mas no dia a dia prefiro metal core e rock psicodélico, como Avenged Sevenfold e Pink Floyd” conta Lennon.

O rock também é preferência entre os campeões mundiais de skate Kelvin Hoefler e Rodolfo Ramos, o Gugu. Em entrevista ao site globoesporte.com, Kelvin disse que em seus fones de ouvido não podem faltar Black Sabbath e Iron Maiden. Gugu é fã de Linkin Park.

O Rap também é forte entre os skatistas. No Brasil, esse estilo ganhou espaço na década de 1990 através de nomes como Thaíde, Racionais MC’s, MV Bill e Sabotage. Atualmente, outros rappers fazem sucesso, como Emicida, Rashid, Criolo e Projota.

Profissional ou não, o skate anda junto com a música.

Jonielsom Pinheiro Da Silva
Thiago Rafael Oliveira

Resenha: A Educação Proibida

Amanda Pupo

“A Educação Proibida” (título origianal La Educación Prohibida) é um documentário de 2012 que discute a educação normatizada e os valores que sustentam o sistema de ensino tradicional.

O filme é um projeto realizado por jovens alunos que passaram a questionar a maneira que as pessoas são preparadas para viver em um mundo “adulto”.

Em uma pesquisa que cobre 8 países e com mais de 90 educadores entrevistados, A educação Proibida é eficiente ao passar um imenso panorama da atual situação do ensino a qual tem conservado comportamentos de competição, rivalidade e a super valorização do lucro.

Estruturado em cenas ficcionais e as entrevistas com educadores, o documentário desvenda as bases do nosso ensino “Prussiano”, originado do padrão militar de educação da Prússia, no século 18, que doutrina crianças e jovens a viver no sistema vigente, treinadas a “guerrear”.

Na contramão desse ensino engessado que vivemos, A Educação Proibida mostra as possibilidades de uma nova escola, livre, que respeita o processo de aprendizagem, o ensino prático, a integração, e a construção própria do mundo pelos alunos, em que a escola oferece ferramentas para que esses futuros adultos possam construir suas próprias opiniões e visões sobre a sociedade, sem doutriná-los a aceitar tecnicamente valores e costumes sociais instituídos.

Nessa nova escola, proibida porque vai contra interesses dominantes, a postura do professor também deve mudar. O documentário mostra como a hierarquização vivenciada hoje através do medo e sentimento de inferioridade do aluno não ajuda no aprendizado, mas o desinteressa pela busca do conhecimento. A Educação Proibida é clara: entre a figura do educador e seus alunos o respeito e a troca de ideias formarão uma nova via de comunicação e uma sociedade mais justa e menos autoritária.

O filme foi financiado coletivamente graças a centenas de co-produtores e tem licenças livres que permitem e incentivam sua cópia e reprodução, por isso não deixe de assistir:

Notas e entrevistas no Herbert

Plínio Lopes

Os alunos da Escola Estadual Herbert de Souza tiveram a oportunidade de continuar o trabalho de produção de notas para a rádio Geração Z, nesta última quarta-feira, 05/11. Além disso, viram também uma série de reportagens feitas por outros projetos do NCEP, como o da rádio-escola da Escola Estadual Manoel Ribas e do CENSE, e fizeram uma discussão sobre o formato da reportagem no rádio. Ao fim do encontro, tiveram uma oficina sobre entrevistas, de modo a poder transformar as notas já produzidas em reportagens para a rádio-escola. Foi no meio dessa aprendizagem que alguns representantes do #cheersforpeace – Torcida Pela Paz, um projeto coordenado por alunos de Turismo da UFPR que visa levar projetos lúdicos às escolas, também juntaram-se à oficina e os alunos puderam ter sua primeira experiência de entrevista com eles para a cobertura do evento.

Para a próxima semana, além da edição das entrevistas feitas pelos alunos para a produção da reportagem, também foi proposto fazer uma oficina para que as notas sejam colocadas no jornal mural da escola.

Participantes da Rádio Geração Z entrevistando Paloma Pinheiro, a idealizadora do #CheerForPeace

Nova forma de trabalho no Herbert de Souza

Plínio Lopes

O NCEP voltou ao Colégio Herbert de Souza, nessa quarta (29/10), para dar continuidade ao trabalho na Rádio Geração Z. Discutimos o modelo atual da rádio deles, que é mais voltada para as músicas. Todos decidiram que a rádio precisa de mudança.

Iremos adotar, a princípio, um modelo mais cultural, com notas e reportagens sobre o cotidiano dos jovens e assuntos do interesse deles. Nessa conversa, descartamos a política por enquanto, e encaixamos resenhas de filmes, séries, álbuns e discussões sobre xenofobia, racismo e igualdade de gêneros.

Os alunos terão uma semana para produzir conteúdo, e na próxima semana iremos discutir sobre as notas produzidas e como podemos transforma-las em reportagens com entrevistas dos alunos do colégio.

Nessa experiência, foi importante o conhecimento produzido na relação sujeito-sujeito e não sujeito-objeto (PERUZZO, 2006). Ao colocarmos os alunos do colégio e da rádio como sujeitos, e não como objetos, conseguimos entender melhor quais os interesses deles e como eles desejam produzir. Nos próximos encontros iremos trabalhar mais esse caráter das preferências dos alunos e seguir com alguns conceitos de reportagens sobre os interesses deles e entrevistas.

Professor Lizandro e os alunos da Rádio Geração Z trabalhando no programa da rádio

Relato de experiência no VI ENPECOM

Plínio Lopes

A sexta edição do ENPECOM – Encontro de Pesquisa em Comunicação – aconteceu nos dias 9, 10 e 11 de outubro. Realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPR, o evento contou com diversas palestras, mesas redondas e apresentações de trabalhos e artigos.

O NCEP apresentou o seu artigo sobre o relato das experiências com comunicação popular e educomunicação. O trabalho foi muito elogiado pela banca e pelas pessoas que estavam assistindo. Foram feitas algumas ressalvas em relação ao formato e às referências, e já conversamos entre si para corrigi-los. Mesmo assim, a nossa iniciativa foi muito aplaudida e recebemos sugestões para enviar o artigo para outros encontros e outros prêmios.

Além disso, os integrantes do Núcleo participaram de oficinas sobre diversos temas, como Mídia e Diversidade Étnica e Representação de Crianças e Adolescentes na Mídia. ”As oficinas estavam muito boas, e a oficina de infância e direitos humanos, especialmente, foi muito importante para mim, já que ela conseguiu dialogar bastante com o trabalho que a gente realiza dentro do NCEP”, afirma Dayane Farinacio, bolsista do NCEP.

”O ENPECOM foi um evento muito importante para a equipe do NCEP. Nós pudemos adquirir mais experiência na área acadêmica, com a apresentação do nosso relato, e as dicas e críticas que recebemos. Mas o mais bacana foi a troca de experiência que a gente teve durante o evento, e as ideias de melhora que surgiram dessa troca. Acho que agora a gente vai dar um upgrade no nosso trabalho.” Dayane Farinacio, bolsista do NCEP.

Entrevista da Rádio Manecão World

Plínio Lopes

O aluno Matusalém entrevistou o Diretor Wilson, do Colégio Estadual Manoel Ribas, sobre a feira de ciências desse ano no colégio e sobre os planos futuros do diretor para a feira. A entrevista foi gravada para a rádio escola deles, a Rádio Manecão World, e para o blog da rádio. Ouça a entrevista:

Essa é mais uma conquista para o NCEP. A vontade de realizar essa entrevista partiu dos alunos e eles foram atrás para gravar. Um passo de cada vez e todo dia um novo passo.

Relato de experiência na 6ª SIEPE

Márcia Elizandra Faustino

A 6ª SIEPE – semana integrada de ensino, pesquisa e extensão da UFPR, foi sediada no campus Botânico, apesar da sua abertura ter sido feita no teatro da Reitoria.

O evento contou com apresentações de trabalhos e palestras. O NCEP apresentou um resumo das propostas e resultados de seus trabalhos, assim como a metodologia utilizada e o nosso embasamento teórico. Fomos avaliados no primeiro dia de apresentações, e recebemos muitos elogios dos avaliadores.

Membros do NCEP apresentando o projeto

Ainda na área da extensão, participamos da chamada “Conversa com a Extensão” com a coordenadora da extensão, Profª Iara Picchioni Thielen, tivemos a oportunidade de conhecer outros projetos de extensão da universidade, suas experiências e contar nossas próprias experiências dentro do projeto, percebendo assim o “desejo” de cada projeto em devolver para a sociedade de alguma forma, o investimento que ela faz dentro da universidade pública.

Além das apresentações dos projetos de extensão, também foram apresentadas projetos da iniciação científica (na área da pesquisa) e da monitoria (na área do ensino). Podemos conhecer um pouco mais das possibilidades e oportunidades que a universidade nos trás de crescimento acadêmico e para a preparação do profissional que vamos ser.

O evento também teve apresentações culturais como apresentações musicais.

Foram feitas várias palestras, uma delas foi sobre, Pluralidade na UFPR, que esclareceu alguns pontos sobre a política de cotas e as ações afirmativas da universidade. Com o Profº. Dr. Josafá Moreira da Cunha e o Profº. Dr. Emerson Urizzi Cervi.

Por fim, o encerramento contou com a presença do vice-reitor Prof. Dr. Rogério Andrade Mulinari, dos organizadores e participantes da SIEPE e teve premiações, foram dadas camisetas, para os melhores alunos da iniciação científica, de acordo com a avaliação da banca, além de sorteios de brindes.

Novo coordenador no NCEP

Dayane Farinacio e Plínio Lopes

O NCEP está de coordenador novo! Ele é o professor Guilherme Carvalho, doutor pela Unesp e mestre em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná, é presidente do sindicato dos jornalistas do Paraná, e também dá aulas para o curso de Comunicação Social da UFPR e da Uninter. Guilherme veio substituir o professor Toni Andre Scharlau Vieira – que está desenvolvendo um projeto parecido com o NCEP na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique – na coordenação do projeto. A equipe do Núcleo deseja muito boas vindas e muitas rodadas de bom chimarrão para o professor Guilherme!

Professor Guilherme (canto inferior direito) e os integrantes do NCEP.

Trabalhos no Cense Fazenda Rio Grande

Dayane Farinacio

O trabalho do NCEP com o primeiro grupo do Cense Fazenda Rio Grande acabou. Os alunos partiram para outras atividades na unidade, mas deixaram uma pequena reportagem sobre o campeonato de videogame que ocorreu no Cense. Confira o resultado abaixo:

A partir dessa semana a equipe do NCEP vai começar a trabalhar com um novo grupo de adolescentes. Em breve, aqui no site, você vai poder conferir as produções.

Depoimentos dos alunos do Colégio Manoel Ribas

Plínio Lopes

Os alunos do Colégio Estadual Manoel Ribas escreveram seus depoimento sobre a visita que fizeram ao Campus de Comunicação Social da UFPR, em setembro. Fique com as falas dos alunos:

“Gostei muito da visita e das explicações das máquinas que eles usam [na imprensa]. Também gostei do estúdio de rádio onde fomos gravar a rádio-novela. Enfim, gostei de tudo.”
– Claudinei Eduardo

“Eu gostei muito de ir até lá, mas o que eu mais gostei foi da máquina que corta papel. Tudo naquele lugar é muito interessante. Eu agradeço por terem levado a gente para conhecer o Campus de Comunicação Social, foi muito legal ter ido lá.”
– Amanda Santos Lopes

“A visita foi bastante interessante e importante no nosso conhecimento de aprender sempre. Aprendemos vários nomes de máquinas, a gravação do jornal e as edições dos vídeos.”
– Jonielson Pinheiro da Silva

“Gostei de ter ido e de ter conhecido lá. É muito lindo. Eu gostei de ter conhecido o estúdio onde eles fazem o jornal e também gostei de ter feito a rádio falando. Também gostei de ver as máquinas de fazer jornal. Eles pintam o jornal e cortam as folhas e os desenhos (imagens) que eles colocam nos jornais.”
– Ariele

“Eu gostei daquela máquina que corta as folhas bem certo e também daquelas pessoas passando cola nos papéis e fazendo aqueles cortes nos livros.”
– Matusalém